DICAS LEGAIS
Benefícios de uma boa regulagem do sistema pneumático
Diminuição considerável do consumo energético
Diminuição de entupimentos
Diminuição da quantidade de sujeira nos filtros
Maior durabilidade das mangas
Durante a umidificação deve-se promover o máximo de contato entre o trigo e a água
Eficiência do processo de moagem
Satisfação do cliente
Regularidade dos produtos
Rentabilidade máxima
Raias rasas
Produção de farinha
Raias fundas
Produção de sêmolas
Cuidado com vazamentos de ar
Aumenta o consumo energético
Peso específico dos produtos de moagem
Trigo = 0,75t/m³
Farinha = 0,55t/m³
Farelo = 0,25t/m³
Farelo fino = 0,30t/m³
Silos de descanso devem ter saídas múltiplas para evitar o efeito chaminé.
Posição D/D para passagens de trituração aumenta a potência instalada, mas em compensação aumenta o percentual de produtos finos.
Telas do sassor devem ser limpas periodicamente,telas sujas inutilizam a máquina.
Telas frouxas no plansifter diminuem a eficiência de peneiração e consequentemente a extração.
Deve-se realizar limpeza diária dos imãs da 2ª limpeza, para preservar a vida útil dos rolos de T1 e T2
PROVÉRBIOS
Toda a honra e toda a glória seja dada a Deus, que fez os céus e a terra.
Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento. 2.5
O que trabalha com mão enganosa, empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece. 10.4
Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.10.26
Ao que retém o trigo, o povo amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a casa do vendedor. 11.26
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. 15.1
A morte e a vida estão no poder da língua, e aquele que a ama comerá do seu fruto. 18.21
Não ames o sono,para que não te empobreças, abre teus olhos e te fartará de pão. 20.13
Aplica a disciplina ao teu coração e os teus ouvidos, às palavras do conhecimento.23.12
Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena. 24.10
Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade, melhor é o vizinho perto do que o irmão longe. 27.10
Ainda que eu ande no vale da sombra da morte não temerei mal algum, pois o Senhor está comigo.
Deus não se deixa escarnecer, tudo que o homem semear, isto também ele colherá.
Ora vem, Senhor Jesus
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deo o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça,mas tenha a vida eterna.
Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.
2 Crônicas 7:14
Princípio de Funcionamento
Os produtos que alimentam o equipamento são inicialmente distribuídos entre dois cilindros cuja distância é regulável. Os cilindros trabalham os produtos por compressão e cisalhamento.
A velocidade dos rolos e o tipo de rolo são definidos de acordo com o trabalho. O rolo lento (interno) e móvel e o rolo rápido (externo) é fixo.
Objetivo
Separar o endosperma da casca assegurando o acabamento dos farelos, sem agredir muito a casca e consequentemente alterar a qualidade das farinhas, principalmente no teor de cinzas.
Partes de um Cilindro:
1.Distribuição
* Globo de alimentação.
O Globo de Alimentação tem por finalidade facilitar a distribuição do produto em todo comprimento de distribuição, e serve também de pulmão para manter o fluxo de produto nos cilindros. É necessário que o produto seja distribuído exatamente sobre todo o comprimento do rolo para manter homogênea a moagem, evitando vibrações e redução no rendimento. Em uma perfeita distribuição, o produto cai em mono camadas por todo o comprimento dos rolos sendo orientado para a região entre os rolos. O produto deve ser distribuído em mono camadas e homogêneo do ponto de vista quantitativo e qualitativo.
* Rolos de distribuição de produto
Tipos de Rolos de Distribuição:

* É usado rolo estriado anterior e posterior nos cilindros de redução e compressão. O cilindro de traz estriado com ligeira inclinação 5º para melhor distribuição do produto. A inclinação favorece a distribuição em todo o comprimento do rolo.
* É utilizado na posição posterior para extrair os produtos de trituração.
* É utilizado na posição anterior das passagens de trituração- pontas de diamante.

A variação da velocidade dos rolos de distribuição pode ser feita de duas formas:
* Mecanicamente: utilizando polias
* Eletronicamente: quando em bancos automáticos existem motores independentes para mover os rolos de distribuição, podemos variar a velocidade dos mesmos eletronicamente através de inversores de freqüência.
2.Válvulas:
São de grande importância para o ajuste de moagem dos bancos de cilindros, pois é a partir delas que se padroniza a espessura da camada de produto a ser moída.
3.Defletores:
São conjuntos de chapas que direcionam o produto para a zona de moagem.
Não devem amortecer o produto, portanto, devem ter uma inclinação próxima à 90º e devem quebrar trajetórias paralelas a fim de garantir uma mono camada entre os cilindros.
Serve como defletor de ar (Não permitir o turbilhonamento de ar entre os rolos), quebrar a corrente de ar do interior dos bancos de cilindros.
4.Cilindros de Moagem:

Os rolos de moagem desempenham diversas funções, dependendo de sua posição no diagrama do moinho. Na Trituração, eles têm efeito de corte para abrir o grão de trigo e raspar o endosperma, com a mínima produção de pó de farelo. Na Redução e Compressão, entretanto, o objetivo é reduzir o tamanho do endosperma para se obter uma farinha com mínima danificação ao amido.
Rolos de Moagem compõem-se de um par de rolos com escovas para limpar a sua superfície. O par de rolos gira para dentro, onde é triturado ou reduzido pela pressão exercida pelos mesmos.
Comprimento dos rolos:
1000 mm ,
1250 mm
800 mm
Diâmetro:
250 mm
220 mm
Os rolos são de ferro fundido, tratado externamente para dar uma superfície muito dura, a profundidade da superfície dura é de aproximadamente 1cm.
Durante a moagem, e por causa do aquecimento dos rolos há tendência para uma pequena dilatação dos rolos, principalmente nas extremidades. Para evitar tal problema, os rolos são diminuídos gradativamente 0,04 mm aproximadamente 15 cm em cada final. (Abaulamento)
Os dois rolos não giram na mesma velocidade porque poderiam fazer flocos do produto, tornando difícil o peneiramento e reduzindo a eficiência do processo.
Geralmente o rolo superior (externo) é mais rápido que o inferior (interno).
Na Trituração a velocidade diferencial é de 2,5:1
T1/T2 - O rolo rápido gira 650 rpm.
T3/T4/T5 - Os rolos rápidos reduzem aos poucos para 550 rpm.
Redução a velocidade diferencial é de 1,25:1 , o rolo rápido gira 500 rpm.
Passagem de germe: cujo comportamento ao passar pelos rolos lisos é o de aumentar de tamanho, a relação de velocidade é de 1: 1.
Natureza da superfície e Posição dos Rolos:
* ROLOS LISOS
*ROLOS RAIADOS:
OBS: Posição dos rolos: Primeiro o rápido, depois o lento.
A- Corte/Corte
B- Dorso/Corte
C-Corte/Dorso
D- Dorso/Dorso
OBS:
A posição dorso/dorso favorece a compressão, menor produção de Sêmolas.
A posição corte/corte favorece o cisalhamento, maior produção de Sêmolas.
Espelho da raia:
100º a 115º
40º a 45 º
60º a 70º
Características das Raias:
* Dimensões: nº. por cm:
Cresce de T1 a T5 indo de 4 raias /cm até 10 ou 11 raias/cm.
* Perfil:
Caracteriza-se pelos ângulos (relativo ao corte) e (relativo ao dorso), seus valores são em geral os apresentados na figura acima.
* Espelho:
Sua função é evitar a ponta cortante do dente. Chama-se também de testemunha, pois dele se tiram conclusões sobre o desgaste do rolo ou seu perfeito alinhamento.
Largura: 2 a 3 /10 mm em T1
2 /10 mm em T2
1 /10 mm em T3 em diante.

OBS:
** O número de raias por cm tanto no rolo lento quanto no rápido é o mesmo .
** Quanto maior o Nº. de raias por cm, maior é o ataque ao produto.
** Quanto mais grosso é o produto menor é o Nº. de raias por cm.
** Quanto maior a inclinação entre as raias, maior o nº. de ações que a raia exerce sobre o produto.
** Em cabeça de trituração a inclinação é menor aumentando à medida que se aproxima do final do grupo de trituração.
Tabela de raiação dos rolos
| passagens | raias | Ângulos | Inclinação % | Espelho mm | Posição |
| n.raias/cm | Total | | | |
| T1 | 3,82 | 300 | 45/65 | 8 | 0,3 | D/D |
| T2 | 5,41 | 425 | 45/65 | 10 | 0,2 | D/D |
| T3 | 7,32 | 575 | 45/65 | 12 | 0,1 | C/C |
| T4G | 9,23 | 725 | 45/65 | 12 | 0,1 | C/C |
| T4F/T5G | 10,5 | 825 | 45/65 | 14 | 0,1 | C/C |
| T5F | 11,45 | 900 | 45/65 | 14 | 0,1 | C/C |
A manutenção das Raias é em função:
*Da dimensão das raias (finas ou grossas).
*Da inclinação das raias.
*Da condução do Moinho, rodar vazio o menos possível.
*Da velocidade do rolo, o externo gira mais rápido e consequentemente desgasta mais rápido que o rolo interno.
Conseqüência de raias gastas:
*Maior consumo de energia
*Aquecimento anormal do produto, dificultando a peneiração do moinho e aumentando a perda de água.
*Dificuldade no acabamento de farelo e aumento da extração.
Tabela de manutenção de raias
| Passagens | Ton por T1 para 1dm de comprimento |
| T1 | 2500-3000 |
| T2 | 4000-5000 |
| T3 | 6000-8000 |
| T4 | 8000-9000 |
| T5 | 10000-15000 |
TROCA DE ROLOS DEVE ESTAR INCLUSOS NA MANUTENÇÃO PREVENTIVA.
* ROLOS LISOS :
Podem ser lisos ou rugosos, lisos mais utilizados nas compressões e rugosos nas reduções.
Os cilindros rugosos recebem um jateamento de ar com partículas de aço para obter a rugosidade. Esta rugosidade proporciona um aumento no rendimento de produção de farinha por aumentar o cisalhamento.
Os cilindros lisos não devem nunca se tocar, pois caso ocorra o metal se destempera.
Os rolos são ocos e a sua parede interna deve possuir uma espessura tal que não permita o empenamento (espessura pequena), mas também, não provoque muita dilatação durante o trabalho.
Os cilindros raiados são mais duros que os lisos, consequentemente pode-se transformar os cilindros raiados em lisos e nunca os lisos em raiados.
Disposição Relativa dos Rolos:
* Horizontal: É a mais usada, facilita a alimentação e a saída do produto.
* Vertical: Em desuso entrada do produto muito dificultada.
* Diagonal: O rolo mais rápido é posicionado com 45º do lento.
Transmissão entre Rolos:
O acionamento do banco é feito pelo rolo rápido, podendo ser feita por:
* Por Engrenagens: Resiste a uma potência elevada, é simples, porém tem um inconveniente de perder o alinhamento das engrenagens após raiações.
* Por Corrente: Permite aproximação dos rolos após as raiações, é barulhento e a relação de potência é limitada.
* Por Correias Dentadas: Tem com um lado dentado e com os dois lados dentados. Permite aproximação dos rolos após as raiações absorve potência satisfatória sendo de fácil manutenção.
OBS: Existe sistema de transmissão que utilizam uma combinação entre engrenagem e correias dentadas.
Comando dos Cilindros.
* Por Transmissão: Feita por correias
Vantagens: Potência instalada menor que o comando por motores individuais, instalação elétrica mais simples.
Desvantagens: Automação ineficiente.
* Por Motores Individuais: Cada cilindro tem seu motor individual.
Vantagens: Facilita a condução e a automação do Moinho.
Desvantagens : Potência instalada é maior. Limpeza dos Rolos: Os rolos de T1 e T2 dispensam limpeza, os outros cilindros utilizam:
Escovas: É utilizada na só na trituração, deve apenas tocar os rolos.
As escovas podem ser de pêlos sintéticos ou de pena de ganso.
Raspador: São facas de aço que tangenciam o rolo, fazendo a raspagem do mesmo . São utilizados apenas para os rolos lisos.
5.Regulagem da distância entre os Rolos:
Os rolos inferiores do par são ajustáveis. O apoio de cada extremidade é levado por um braço parafuso com um volante “roda manual”. Este volante é colocado em ambos os lados para ajustar a moagem nas duas extremidades.
O moinho de rolo é equipado com um mecanismo para desengate dos rolos, que pode ser feito manual ou automático (por ar comprimido) quando não há produto na alimentação prevenindo o desgaste dos rolos através do atrito.
Fluxo de produto nos Cilindros: “Fluxo Prático”
| Passagens | %T1 | Fluxo Kg/h/dm | Cm por 10ton/24h | Potência% |
| T1 | 100 | 600-850 | 6,0 | 12 |
| T2 | 65 | 310-550 | 6,0 | 12 |
| T3 | 35 | 200-220 | 6,5 | 6-9 |
| T4 Gr-Fn | 25 | 150 | 7,0 | 6-8 |
| T5 Gr-Fn | 20 | 125 | 7,0 | 4-7 |
| SOMA TRITURAÇÃO ==> | 32,5 | 50-56 |
| R1 | 35+-5 | 130-180 | 10 | 12 |
| R2 | 25+-5 | 80 | 8 | 8 |
| R3 | 10 | 70 | 4,5 | 5 |
| R4 | 7-9 | 50 | 4 | 3 |
| R5 | 5 | 45 | 4 | 3 |
| SOMA REDUÇÃO ==> | 30,5 | 31,0 |
| C1 | 25 | 80-130 | 10 | 7 |
| C2 | 8-12 | 90 | 5 | 5 |
| C3 | 6-10 | 80 | 4 | 4 |
| C4 | 4-8 | 60 | 4 | 3 |
| C5 | 5 | 50 | 4 | 3 |
| C6 | 4 | 40 | 4 | 3 |
| C7 | 3 | 35 | 3 | 3 |
| SOMA COMPRESSÃO ==> | 34,0 | 28,0 |
À medida que se afina o produto o fluxo diminui.
A Potência é em função do fluxo, da regulagem e estado dos rolos, das raias e do tipo e da preparação do trigo. Potência = 10 kW/10 ton/24 h.